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Operação da Polícia Civil, contra lavagem de dinheiro do tráfico, cumpriu mandados em Campo Bom

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou nesta manhã duas operações policiais conjuntas. A Operação Dívida Ativa II e Operação Crimes ABC são ofensivas destinadas ao cumprimento de diversas medidas cautelares contra integrantes de uma célula da maior organização criminosa em atividade no estado. As operações ocorreram no âmbito da 3ª Edição de Operações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

O objetivo das ações é desarticular o núcleo financeiro e criminoso de uma das células da maior organização criminosa do Rio Grande do Sul, interrompendo o fluxo de recursos ilícitos, enfraquecendo a capacidade operacional do grupo e responsabilizando seus operadores financeiros. A ação decorre da prisão, em janeiro de 2024, de um indivíduo identificado como liderança regional da maior organização criminosa atuante no RS.

Aproximadamente 145 policiais civis cumpriram 29 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão no âmbito das duas operações, além de medidas cautelares diversas da prisão consistentes em suspensão da atividade econômica de empresas suspeitas de serem usadas em mecanismo de lavagem de capitais. Também foram cumpridos mandados de apreensão de veículos de luxo e 39 bloqueios de contas bancárias utilizadas como possível meio para a lavagem de capitais, em valores nominais de aproximadamente R$ 6.200.000,00. As ordens judiciais foram cumpridas em Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Portão, São Sebastião do Caí, Taquara e Montenegro.

A ação decorreu da investigação iniciada a partir da prisão, em janeiro de 2024, na cidade de São Paulo, de um indivíduo identificado como liderança regional responsável pelo comando das atividades ilícitas de uma organização criminosa no litoral norte e na região metropolitana de Porto Alegre.

Com o avanço das investigações, o Deic atuou de forma integrada em duas frentes. A Delegacia de Capturas (Decap) concentrou-se na apuração relacionada à organização criminosa, identificando sua estrutura, divisão de funções, hierarquia interna e áreas de atuação. Paralelamente, a Delegacia de Lavagem de Dinheiro das Organizações Criminosas (DRLD-OC) desenvolveu investigação voltada ao núcleo financeiro dos mesmos investigados, identificando mecanismos de lavagem de capitais, ocultação de bens, movimentações bancárias incompatíveis e utilização de terceiros para administrar e dissimular patrimônio.

O conjunto de elementos colhidos pelas duas delegacias permitiu à Polícia Civil demonstrar a existência de um esquema estruturado destinado a sustentar financeiramente as ações da organização criminosa, bem como a reinvestir recursos ilícitos provenientes de atividades como tráfico de drogas e delitos violentos. Diante das evidências apresentadas, o Poder Judiciário deferiu prisões preventivas, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais, incluindo sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de contas bancárias.

A operação impactou diretamente a capacidade financeira e operacional da célula, interrompendo fluxos de recursos ilícitos e restringindo a movimentação patrimonial do grupo investigado. A medida integra a estratégia institucional de combate ao crime organizado, que prioriza não apenas a responsabilização de executores de delitos violentos, mas também a neutralização da estrutura econômica que sustenta a atuação das organizações criminosas.

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