O Rio Grande do Sul deve receber, na próxima segunda-feira (25), um novo lote com 536 mil doses da vacina contra a gripe, enviadas pelo Ministério da Saúde. A remessa será distribuída pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) para as coordenadorias regionais, que farão o repasse aos municípios gaúchos, incluindo Campo Bom e cidades do Vale do Sinos.
A chegada das novas doses ocorre em um momento de preocupação crescente com os casos de gripe e doenças respiratórias no Estado, especialmente com a aproximação do inverno e das temperaturas mais baixas registradas nos últimos dias na região.
Campanha tenta ampliar cobertura vacinal
Desde o início da campanha de vacinação, em março, cerca de dois milhões de pessoas já foram imunizadas no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, a cobertura entre os principais grupos prioritários ainda está abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde.
Atualmente, a cobertura vacinal no Estado é de:
- 45,2% entre idosos
- 23,5% entre crianças
- 43,2% entre gestantes
A meta do governo é atingir pelo menos 90% de vacinação nesses grupos considerados mais vulneráveis.
Casos graves preocupam autoridades de saúde
Dados divulgados pela SES mostram que o Rio Grande do Sul já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada pelos vírus influenza A e B em 2026. Do total, a maior parte envolve idosos e crianças pequenas.
Segundo o levantamento:
- 44% das internações ocorreram em idosos
- 25% envolveram crianças de até quatro anos
- 82% das mortes por gripe foram de pessoas acima de 60 anos
Outro dado que chamou atenção das autoridades é que praticamente todos os casos graves ocorreram entre pessoas não vacinadas.
Vale do Sinos também vive aumento de doenças respiratórias
Hospitais e unidades de saúde da região do Vale do Sinos vêm registrando aumento na procura por atendimento relacionado a sintomas gripais, especialmente entre idosos e crianças.
Com a chegada do frio mais intenso ao Rio Grande do Sul, médicos alertam para a importância da vacinação e dos cuidados preventivos, como higiene das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e evitar aglomerações em ambientes fechados.
A vacinação segue disponível nas unidades de saúde para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.