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Sexto suspeito de integrar esquema de extorsão contra revendas de veículos é preso no Vale do Sinos

A Polícia Civil prendeu, na noite desta segunda-feira o sexto suspeito de integrar um grupo investigado por extorquir pelo menos 80 revendas de veículos no Vale do Sinos. O homem, de 27 anos, foi localizado em Sapiranga durante uma ação da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo.

A prisão faz parte da Operação Iceberg, deflagrada na sexta-feira (21) para desarticular o esquema criminoso que, conforme as investigações, teria submetido estabelecimentos do setor automotivo a cobranças mensais durante anos.

Suspeito foi localizado em Sapiranga

Segundo a Polícia Civil, o homem foi encontrado por volta das 18h30, enquanto caminhava pela Avenida Sete de Setembro, no bairro São Jacó, em Sapiranga.

Os investigadores afirmam que ele estaria escondido na cidade desde a sexta-feira, quando uma equipe policial tentou localizá-lo em uma residência no bairro Canudos, em Novo Hamburgo.

De acordo com o delegado Tarcísio Kaltbach, responsável pela investigação, o suspeito teria uma função ligada à operação financeira do grupo.

A Polícia Civil aponta que aproximadamente R$ 50 mil por mês teriam circulado por uma conta bancária utilizada pelo investigado, em valores que, segundo a apuração, seriam provenientes das extorsões. Ele também seria responsável por distribuir recursos entre outros integrantes do grupo.

O homem estava em liberdade provisória e possui antecedentes relacionados a tráfico de drogas e extorsão. O nome não foi divulgado pelas autoridades.

Investigação aponta esquema com atuação no Vale do Sinos

A Operação Iceberg investiga um sistema de cobrança ilegal que teria atingido mais de 80 revendas de veículos da região.

Conforme a investigação, os estabelecimentos seriam obrigados a pagar uma espécie de mensalidade para evitar problemas. A apuração também busca identificar a estrutura financeira e os responsáveis pelos diferentes níveis de atuação do grupo.

Entre os presos está um empresário do setor calçadista apontado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças investigadas. A defesa dele contesta as acusações e classifica a imputação como descabida e precipitada.

Outros investigados foram presos dentro do sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, entre eles estão suspeitos apontados como integrantes da estrutura de comando do grupo.

Campo Bom aparece entre os locais atingidos pela operação

A investigação também teve desdobramentos em Campo Bom. Um homem de 43 anos, apontado como integrante do esquema, foi preso preventivamente na sexta-feira em uma residência localizada no bairro Operária.

Segundo a Polícia Civil, ele seria responsável por coagir pessoalmente algumas vítimas e realizar a cobrança das mensalidades.

A presença de investigados em Campo Bom reforça a dimensão regional da investigação, que envolve municípios do Vale do Sinos e diferentes pontos utilizados pelos suspeitos.

Três suspeitos ainda são procurados

Apesar das seis prisões preventivas já realizadas, a Polícia Civil informou que outros três integrantes do grupo ainda são procurados.

O delegado responsável pela investigação afirmou que as principais lideranças já foram capturadas, mas o trabalho policial continua para localizar os demais envolvidos e avançar na apuração da estrutura financeira e operacional do esquema.

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