Hoje é quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Publicidade

Opinião

Morungava também tem louco…

Dizem que alguns ficaram outros saíram e se bandearam para o planeta Campo Bom e arredores… (Mas não sou eu). Pois lá no Morungava num período dos anos 70 havia uma clínica psiquiátrica na qual tio Dino era o diretor. Todos os internos passavam por uma entrevista meticulosa do velho Arcedino que também era adepto da maior autoridade em loucura da época o Analista de Bagé. Tio Dino era do tipo ortodoxo e não abria mão da terapia do mango e do joelhaço no saco. Outra estratégia usada era colocar um nota de 50 cruzeiros no chão, é claro que a nota era uma falsificação porque afinal de contas tio Dino era o diretor da clínica e não paciente. Se o paciente pegasse a nota e colocasse no bolso não ficava internado, pois era falcatrua e estava se fresqueando.

Certo dia veio o pessoal da saúde do Estado fiscalizar o hospício do Tio Dino (Pequenos hospícios grandes negócios era o lema). Pois um sujeito com cavanhaque que lembrava o bode Osnar do sítio do tio Dino e ar de quem morava na capital, cheio de grau questionou o velho Dino. “Qual o critério que vocês usam para saber quem deve ser hospitalizado?”, perguntou. O velho Dino que é mais ladino que mascate olhou bem no grão dos olhos do almofadinha e disse: “A gente faz o teste da banheira” O jovem metido pergunta: “Como é este teste?” O velho Dino responde: “Nós enchemos uma banheira com água e colocamos ao lado uma colher, um copo e um balde. De acordo com a forma que a pessoa decida esvaziar a banheira a gente analisa o grau de gravidade da patologia” observou tio Dino. O jovem “inteligente uma barbaridade” sorriu e disse: “Ah entendi uma pessoa normal usaria o balde que é maior que o copo e a colher” disse o almofadinha. Tio Dino com aquele sorriso sarcástico, sentenciou: “Não uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que tu prefere quarto particular ou enfermaria do INPS?”, pergunta dando gaitadas. Pois não é que o fusquinha dos engravatados sumiu pelas estradas do Morungava e nunca mais apareceram para questionar os métodos do tio Dino. Tem que ter concurso – 100% Morungava!

Jair Wingert

Jornalista – Reg. Prof. MTb/RS 10.366

Vivendo de algoritmo

As pessoas hoje em dia dedicam horas das suas vidas às redes sociais. Curtem, compartilham, repassam conteúdos na velocidade da internet. Porém raras as pessoas buscam entender como é feita uma rede social e o perigo que isso impacta na vida de cada um. O vilão dos dias atuais se chama algoritmo: uma sequência de regras, raciocínios ou operações aplicados a um número finito de dados, segundo a definição oficial.

Mas traduzindo o algoritmo para leigos: responsável por fazer que apareçam na tela da sua rede social apenas coisas agradáveis para quem executou as ações anteriores. Ou seja: com base nas suas ações anteriores ele mostra conteúdos de que teoricamente você vai gostar. Até aí nenhum problema, afinal de contas quem inventou as redes sociais quer que você permaneça o maior tempo possível nelas e por isso precisa torná-las agradáveis.

O algoritmo começa a ficar perigoso quando os conteúdos os quais ele se torna uma ferramenta para formar opinião e julgar ações. As pessoas esquecem de que ao curtirem e compartilharem determinadas postagens, o algoritmo acaba “classificando” o usuário da rede social em determinado grupo e passa a mostrar a ele conteúdo adequado e do gosto daquele grupo de pessoas. Isso faz com que estas pessoas acabem rendo a “falsa impressão” de que todas as pessoas tem a mesma opinião.

Faça um teste: Pense em alguma pessoa que tem opinião completamente oposta a sua em qualquer tema. Entre no perfil dela e veja alguma postagem sobre o tema. Você perceberá que não viu a maioria delas..

A experiência não é para mudar a sua forma de pensar, tampouco para tornar a rede social menos aprazível, mas apenas para que fique claro que hoje em dia estamos divididos em pequenos nichos de pensamento igual. Não há mais nenhuma grande unanimidade e as redes sociais nos passam essa impressão pela armadilha do algoritmo, estamos vivendo de algoritmo.

Rodrigo Silva

Jornalista e editor do Portal Tudo Online em Campo Bom

O Aprendiz

Aprendi que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos e maravilhosos do mundo. Eu aprendi  que ser gentil é mais importante do que estar certo. Eu aprendi que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma. Eu aprendi que os amigos que te traíram na verdade não eram amigos.  Aprendi que não importa quanta seriedade à vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos. Eu aprendi que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

Eu aprendi que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto. Eu aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos. Eu aprendi que dinheiro não compra ‘classe’ Eu aprendi que são os pequenos acontecimentos diários é que tornam a vida espetacular. Eu aprendi que debaixo da ‘casca grossa’ existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada. Eu aprendi que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?  Eu aprendi que ignorar os fatos não os altera.

Eu aprendi que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas. Eu aprendi que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa  é estar cercado de gente mais inteligente do que eu ( e isso não é difícil). Eu aprendi que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso. Eu aprendi que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa. Eu aprendi que a vida é dura, mas eu sou mais ainda. Eu aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi que Deus jamais nos dá uma cruz da qual não possamos carregar.

Eu aprendi que o jogo não termina no intervalo e que no segundo tempo é possível vencer. Eu aprendi que a maioria dos problemas que  a gente sofre nunca aconteceram, então porque sofrer por antecipação?  Eu aprendi que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las. Eu aprendi que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência. Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito. Eu aprendi que alguém só poderá me magoar ou ferir se eu permitir.

Eu aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a.  Eu aprendi.que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte. Eu aprendi que quanto menos tempo tenho mais coisas consigo fazer. Eu aprendi que saudade dói. Eu aprendi que a vida é uma só e o tempo não para e nem volta mais… Portanto temos que viver o hoje como se não houvesse o amanhã. Ser feliz é hoje, o amanhã não me pertence.

Jair Wingert

Jornalista – Reg. Prof. MTb/RS 10.366

Publicidade

2017 - Tudo Online em Campo Bom