Hoje é terça-feira, 22 de maio de 2018

Publicidade

O Especialista

Temperatura máxima pode chegar a 38°C no domingo

Vários Institutos de Meteorologia estão prevendo temperatura máxima de até 38°C para o domingo dia 11 no Estado. O 8º Distrito de Meterologia de Porto Alegre, no boletim desta quinta-feira projetava máxima mais moderada na faixa dos 35°C para o mesmo dia. De qualquer forma, este final de semana será muito quente, superando o da semana anterior.
A instabilidade deverá retornar ao Estado, já na próxima segunda-feira, mas com baixo volume de precipitação. Até a chuva da última quinta-feira (vídeo abaixo) o acumulado do mês era insignificante, praticamente zerado, com apenas 0.4 mm, lembrando que a média mensal normal histórica para o mês é de 125.6 mm em 33 anos de dados da Estação de Meteorologia local. Já para a terça-feira dia 13 a precipitação poderá chegar a 30.0 mm, amenizando a seca no Vale dos Sinos.
             A chuva prevista no domingo passado aconteceu em vários Municípios da Região Metropolitana, acompanhada com granizo, rajadas de vento em temporais localizados como ocorrido em Estância Velha e Portão. Aqui em Campo Bom a precipitação foi inapreciável, ou seja, sem recolhimento. Os 0.4 mm até agora ocorreram na última segunda-feira, 12. A maior precipitação para um mês de Março ocorreu no ano de 2016 com 240.9 mm e o mais seco em 1988 com apenas 25.9mm. Ano passado o total atingiu 170.5 mm.
              Os primeiros 06 dias do mês tem se caracterizado com forte calor na cidade, com a temperatura média de 1.7°C acima da média mensal normal histórica tanto nas máximas como nas mínimas. A temperatura mais elevada até agora ocorreu no dia 05 com 33.8°C. Este período de calor intenso, foi quebrado a partir do último dia 07, quando uma nova Massa de Ar Polar atingiu o Estado, derrubando as temperaturas. Campo Bom amanheceu com apenas 14.6°C na quinta-feira e um ensolarado dia como ilustra a imagem do texto, com a máxima chegando nos 29.2°C as 14 hs devido a grande amplitude térmica pelo ar seco  reinante com 41% no mesmo horário e continuando a cair nas horas seguintes.
                Já em São Joaquim (SC ) ocorreu a primeira geada do mês, com temperatura mínima de 3.4°C e em Urupema ( SC ) com 3.7°C. Já são onze (11 ) dias com geada na Região, com 03 em janeiro, 07 em fevereiro e a primeira de março. Aqui no Estado a temperatura mínima ocorreu em São José dos Ausentes com 6.8°C e a menor entre as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)  ocorreu em Cambará do Sul com 7.8°C.
                 A outra imagem do texto ilustra o espetacular dia de praia ocorrido no último sábado dia 03, no litoral gaúcho, como em Imbé com água mornal e límpida, sem vento, muito sol e temperatura máxima superando os 28.0°C, o que deverá se repetir neste final de semana.
Nilson Wolff
Coordenador da Estação Meteorológica de Campo Bom desde 1983

Litoral norte gaúcho teve condições perfeitas no último final de semana, que devem se repetir neste (Foto: Nilson Wolff)

 

Traumas e o relacionamento afetivo

Muitos sabem a importância da infância no desenvolvimento humano. Os parâmetros intelectuais e emocionais são formados a partir dessa vivência. Portanto não deveria nos espantar a ideia que traumas de infância tenham grandes e importantes efeitos na vida adulta. Esse deveria ser o norte para os pais se esforçassem ao máximo em transformar o ambiente familiar no mais agradável e seguro para os filhos.

Porém, nem sempre é o que observamos no nosso dia a dia. Pais cansados e frustrados com tantas obrigações cotidianas vivendo nos filhos as próprias frustrações. Pais que não sabem impor limites nem aos filhos e nem a eles mesmos.

Uma das áreas que visivelmente é atingida pelas vivencias da infância é a vida afetiva. É bastante comum namoros e casamentos serem prejudicados e até destruídos por sentimentos negativos advindos de traumas graves de um ou ambos os cônjuges.

Como pais, às vezes não sabemos a extensão das nossas ações na vida dos nossos filhos. Cada filho reage de forma diferente aos eventos da vida. O que machuca um, não atinge o outro e essa vivência fará diferença na vida conjugal, pois além da herança genética, o ambiente responde pelas diferentes reações das pessoas às experiências pelas quais passam.

Os traumas manifestam-se de diversas maneiras. Como crenças limitantes ou sabotadoras, fazem com que relacionamentos promissores transformem-se em ameaças por trazerem à lembranças as memórias de uma existência conturbada na infância. Esses mecanismos do inconsciente criados para proteção do indivíduo torna-se uma arma contra ele mesmo.

Quando por exemplo, os pais quebram promessas que fizeram aos filhos, isso pode levá-lo a não confiar no cônjuge. Perda de pessoas muito próxima, separação dos pais seguida de brigas judiciais entre outros exemplos, podem desequilibrar relacionamentos futuros.

Infelizmente, não existe fórmula mágica para evitar que um trauma prejudique nossa vida afetiva. Para lidar com a questão, é necessário autoconhecimento. Conhecer-se bem, identificar comportamentos e crenças limitadoras e ligá-las às experiências de origem, evitam prejuízos na vida amorosa e facilita a submissão destes a uma análise racional e ao tratamento. Entra aí o trabalho de um profissional qualificado.

Além disso é preciso contar com o apoio do cônjuge para feedbacks que mostrem a necessidade de tratamento ou a sua evolução. Comunicação sincera e gentil entre parceiros sempre cria um relacionamento mais feliz.

É preciso coragem para um confronto interno e o reconhecimento da necessidade de tratar-se. Na verdade é desgastante esse caminho do trauma até a superação, mas a recompensa vale o esforço. Porém ignorar os problemas emocionais que se revelam traz consequências para a vida amorosa da pessoa.

O tratamento pode trazer a alegria de uma nova vivência e um relacionamento amoroso feliz e saudável.

 

Rosa Silva – Terapeuta TFT e Palestrante

www.vidaplenatododia.com

As secas no Vale do Sinos

As secas são cíclicas e ocorrem em anos de ocorrência do fenômeno La Niña com forte intensidade nas últimas três décadas com mais de 33 anos de registro de observação meteorológicas em Campo Bom já tivemos várias secas, mas as duas mais severas na região foram as seguintes:

A primeira ocorreu entre os meses de Novembro de 1985 a Janeiro de 1986 em seu período mais crítico. No primeiro mês o acumulado foi como o terceiro mês mais seco na série histórica entre todos os meses do ano em Campo Bom um acumulado de apenas 13 mm no período Além disso foram registradas temperaturas máximas extremamente elevadas com três dias seguidos com mais de 40°C com destaque no dia 16 de novembro com a máxima chegando a 41,9ºC e uma umidade relativa do ar muito baixa com apenas 22% no período da tarde.
A seca foi se agravando, pois no mês seguinte dezembro, nos primeiros 24 dias o acumulado tinha chegado apenas a 12,4 mm de precipitação felizmente simbolizando como um presente climático de Natal, choveu entre os dias 25 a 27 de Dezembro com acumulado de 103,1 mm amenizando a seca. O fenômeno persistiu em Janeiro de 1986 pois em 30 dias tinha chovido apenas 43,1 mm e mais 33 mm do dia 31 totalizando 76,1 mm bem abaixo da média mensal histórica que é de 145,5 mm para o mês ou seja apenas 52,28%.

Na época várias cidades do Vale do Sinos tiveram racionamento de água. Outro fato interessante é que várias emissoras de rádio encerravam sua programação a meia-noite para a economia de energia elétrica. Fato curioso é que no ano de 1985, ano anterior, no mês de agosto ocorreu uma grande enchente em Campo Bom, choveu 161,6 mm entre os dias 8 e 12 com a régua na ponte do Rio dos Sinos marcando 7,18m na manhã do dia 14.

A segunda seca no Vale do Sinos aconteceu na primavera de 2011. Entre os dias 27 de outubro e 12 de Dezembro o acumulado da precipitação em Campo Bom foi de apenas 18,9 mm com a régua de medição no mesmo local medindo apenas 0,9m quando o normal é de 4,8m. Durante todo o mês de novembro choveu apenas incríveis 7,6 mm na cidade como sendo o segundo mês mais seco da história. Entre todos os meses do ano na série histórica os mesmos 7,6 mm ocorreram em novembro de 2011 mas como choveu muito bem em outubro com 172,3 milímetros regular em dezembro e com alto volume em Janeiro de 2012 com 257,6 mm a seca deste ano não foi significativa. Chama atenção que o período mais crítico e seco ocorreu no mês de novembro idêntico ao ocorrido em 1985 nesta seca também ocorreu simbolicamente um presente climático mas de ano novo pois a seca foi amenizada com o acumulado de 127,5 mm entre os dias 31 de dezembro e 1 de Janeiro de 2012.

Outra seca significativa ocorreu na primavera verão de 1998/1999 com baixos volumes de precipitação entre os meses de Outubro a Dezembro com menos de 50% da média mensal normal histórica. Vale destacar também a seca da primavera verão 2006/2007, a última antes da deste ano. Os volumes de precipitação foram baixos em outubro de 2006 com apenas 41,1 mm, dezembro com 55,8 mm e janeiro de 2007 com 80,6 mm. A seca foi amenizada com o volume de chuva em novembro de 2006 com 158,3 mm que quebrou a sequência de escassez hídrica nos demais meses enumeradas mesmo assim o ano de 2006 está sendo até agora em 33 anos o único em que a média mensal anual ficou abaixo dos 100 milímetros com 99,84 mm de média.

Seguido pelo ano de 1985 com média mensal anual de 111,03 mm a título de curiosidade o mês mais seco em 33 anos ocorreu em junho de 2016 com apenas 5,4 mm mas sem consequências climáticas graves pois temos que levar em conta que ocorreu em época de frio e com muito orgulho noturno que conserva as plantações. A seca deste ano que já é dramática principalmente na campanha e sul do estado desde o final do ano passado pode se agravar no Vale do Sinos pois tivemos apenas 64mm em fevereiro e neste mês até agora dia 11 choveu apenas 0,4 MM o que é praticamente insignificante.

Nilson Wolff é responsável pela estação climatológica de Campo Bom desde a sua fundação em 1983. Além de acompanhar praticamente todos os fenômenos climáticos que acontecem no estado.

Publicidade

2017 - Tudo Online em Campo Bom