Hoje é quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

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O Especialista

Preparando os Filhos – Parte VI

Caso você não tenha acompanhado e Série Preparando os Filhos, eles estão acessíveis aqui clicando nos títulos:

Preparando os Filhos: Parte IParte IIParte III,  Parte IV e Parte V

No nosso encontro passado, falamos sobre a quebra de autoridade e suas consequências, e sobre a importância de os pais observarem se estão dando preferência a um filho sobre os outros, já que tal atitude pode gerar grande disputa e, mais que isso, gerar um sentimento de inferioridade no filho preterido.

Normalmente, existe uma afinidade natural entre algumas pessoas. Isso é próprio dos seres humanos, sejam eles parentes ou não; porém, alguns pais acabam transformando essa afinidade num campo de batalha entre irmãos.

Tive uma cliente que tinha clara preferência por um determinado filho. Isso era tão marcante que todas as vezes que ela ligava pra falar com os filhos, era apenas para o celular de um dos filhos, e, depois de conversar vários minutos, simplesmente dizia “manda um beijo para seu irmão”. Esse comportamento gerou vários problemas de relacionamento entre os irmãos – tanto dentro quanto fora de casa.

Ás vezes, o filho preterido cresce se perguntando o porquê da preferência dos pais pelo irmão, podendo procurar fora de casa o amor ou atenção que não recebe. Em casos mais extremos, o filho preterido pode torturar o irmão preferido de forma emocional, mental ou mesmo fisicamente. Essa tortura pode se dar como uma forma inconsciente de vingança.

Outras vezes, o filho preterido pode sentir necessidade extrema de superação, como tentativa de conquistar a atenção tão desejada do pai ou da mãe. Seja como for, essa atitude dos pais trará dificuldades para o bom relacionamento entre os filhos e poderá se estender a toda a família.

Os critérios de preferência podem se basear no filho mais velho, mais novo, mais frágil, mais bonito e por aí vai.

E, por favor, tire da sua vida a ideia de que é possível criar todos os filhos da mesma maneira. Alguns pais insistem em usar esse discurso e imaginam que ele é verdadeiro.

Os filhos nascem em épocas, anos e, às vezes, décadas diferentes. Somos combinações únicas de genes, e, mesmo os gêmeos são diferentes. Temos digitais diferentes, experiências emocionais diferentes, visões de vida diferentes. O que traumatiza um filho pode passar despercebido por outro. Enquanto um pode gostar de mais carinho e aconchego, o outro pode preferir afastamento; enquanto um pode ser falante, o outro pode ser calado; um destemido, e o outro tímido; um introvertido, e o outro extrovertido. Ainda assim, muitos pais mantêm o discurso do “criei meus filhos todos da mesma forma”. Esse é um dos maiores enganos que os pais continuam contando para eles mesmos.

Quando os pais têm como base esse discurso, podem levar os filhos a tratarem seus irmãos a partir da própria ótica, ou seja, um irmão não leva em conta o sentimento do outro irmão, mas apenas o seu próprio.

Também é preciso dar atenção à hierarquia, que, na minha opinião, é um dos pontos mais importantes do relacionamento em família. Mas esse é um assunto para o nosso próximo encontro. Então espero você aqui.

 

O Efeito Estufa em Campo Bom

Um ar mais seco deverá atingiu o Estado hoje e faz com que a madrugada do sábado seja  mais amena com temperatura mínima abaixo dos 20°C, depois  de vários dias com mínimas elevadas, calor e abafamento. Ontem ainda amanheceu quente com 23.5°C e a máxima com abafamento na faixa de 33°C trouxe chuva no final da tarde. No sábado a temperatura deverá variar entre uma mínima de 18°C e máxima novamente elevada em torno de 33°C, com céu aberto. Já o domingo terá aumento de nebulosidade com retorno da instabilidade no final da tarde com abafamento outra vez.

A instabilidade deve durar pelo menos até o dia 24 ( quarta-feira) com continuidade do abafamento e pancadas de chuva. Assim este final de semana promete novamente ser muito aproveitável no Litoral Gaúcho. Neste ano até agora, a madrugada mais quente ocorreu no dia 15 com temperatura mínima de 24.3°C. Segundo levantamento, até ontem, tivemos 14 dias com máxima acima dos 30°C e 09 dias com mínimas acima dos 20°C. No mesmo período do ano passado ocorreram 15 dias com máxima acima dos 30°C e 16 dias com mínimas acima dos 20°C, comprovando aquecimento maior em janeiro de 2017.

As projeções meteorológicas na tendência atual não estão indicando nenhum calor extremamente elevado pelo menos nos próximos 14 dias. Segundo dados divulgados pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) recentemente, o aumento da concentração de gases de efeito estufa alcança um novo recorde. A concentração de dióxido de carbono ( CO2 ) na atmosfera aumentou em uma velocidade recorde em 2016, alcançando o nível mais alto em 800 mil anos, conforme Boletim da OMM sobre os Gases de Efeito Estufa.

Neste ano a temperatura média mensal anual em Campo Bom foi de 19.6°C. A máxima absoluta foi de 39.5°C em janeiro, e a mínima absoluta foi de 1.2°C no mês de junho. A cada 11 anos, acontecem grandes Explosões Solares que interferem no clima global. Como Campo Bom já tem dados de 33 anos de registros climatológicos de superfície, com a implantação da Estação de Meteorologia em setembro de 1984, significa que já atravessamos 03 ciclos completos de 11 anos, o que permite apontar a temperatura médial anual  tanto das máxima e das mínimas da cidade e termos o conhecimento das temperaturas médias normais históricas, que ajudarão na análise e estudo da característica do clima de nossa região.

Entre os anos de 1985 e 2000, em nenhum ano a temperatura média anual chegou aos 20°C em Campo Bom. O mais quente ocorreu em 1986 com média de 19.9°C, seguido com 19.8°C nos anos de 1991 e 1994. A partir do ano 2001, as médias anuais começaram a superar os 20°C. O ano mais quente ocorreu em 2017, com média de 20.6°C, mas mesmo assim a máxima absoluta no verão não superou os 37.9°C e apesar de um inverno fraco registrou temperatura negativa no mês de julho com -0.1°C. Depois os anos mais quentes com média de 20.5°C ocorreram em 2014 e 2015 e com 20.4°C no ano de 2001. Em 2002 e 2012 a média+l anual foi de 20.1°C.

Resumindo, nestes 33 anos que iniciaram a série histórica dos dados climatológicos de Campo Bom, foi a partir do século XXI que começaram a registrar médias anuais acima dos 20°C e aconteceram em 04 anos já citados acima. Neste mesmo período o ano mais frio ocorreu em 1988 com média anual de 18.7°C e em seguida nos anos de 1989 e 2013 com 18.9°C. Os anos de 1990, 1999 e 2011 tiveram média anual de 19°C. Chamou a atenção no levantamento apurado, a regularidade na média anual entre os anos de 2008 à 2010 com média de 19.3°C respectivamente.

Preparando os Filhos – Parte V

Caso você não tenha acompanhado e Série Preparando os Filhos, eles estão acessíveis aqui clicando nos títulos:

Preparando os Filhos: Parte I, Parte II, Parte III, e Parte IV

No nosso encontro passado falamos sobre os filhos vindo de outro casamento e como é importante observar a quebra de autoridade.
Isso existe quando um dos cônjuges dá uma ordem ou faz um pedido e o outro desfaz a ordem ou troca o pedido. Aquele que teve sua ordem modificada vai perder a autoridade diante do filho. Isso gera não apenas um desconforto, mas também uma mágoa que com certeza terá grandes consequências a médio e longo prazo para o casamento, além do desrespeito do filho. Essa inferiorização feita por um dos cônjuges, coloca o outro e o filho no mesmo nível.
Isso acontece muitas vezes porque o cônjuge não concorda com a forma como o outro falou, com a ordem dada ou pior, quer figurar como única autoridade da casa. Seja lá qual o motivo, isso obriga o cônjuge inferiorizado a um esforço extra para recobrar a autoridade dentro de casa (se é que isso será possível!).
É importante entender que os filhos percebem plenamente essa disputa e utilizarão essa deficiência do casal em seu favor e, dependendo da idade da criança, colocará um contra o outro com total maestria. Saiba que os filhos são peritos em manipular os pais. É como se isso viesse no DNA. Um exemplo disso foi um amigo que não autorizou a filha a colocar um piercing. Conhecedora da desavença e da falta de diálogo entre os pais, num momento oportuno fez o mesmo pedido à mãe, que permitiu. Logo após colocar o adereço, a filha foi mostrar ao pai e disse “reclama com a minha mãe porque ela deixou”. Ou seja, ela acabara de colocar um cônjuge contra o outro, ficando de fora da briga, afinal se o pai não havia gostado do que ela fizera, que reclamasse com a mãe. Este é um exemplo simples do que a quebra de autoridade pode fazer
Caso houvesse um pacto de autoridade entre esse casal, provavelmente a atitude da mãe seria, de duas, uma:
a) Se ela desconfiasse do pedido, perguntaria “você já falou com seu pai?”
b) Poderia simplesmente dizer: “vou conversar com seu pai e ver o que ele acha”.
Pronto, o problema estaria resolvido e nenhum dos dois teria a sua autoridade colocada em xeque.
Na minha casa era muito comum quando pedíamos alguma coisa ao meu pai, ele nos perguntar o que a minha mãe havia falado sobre aquilo ou se nós já havíamos perguntado à ela. Pronto, acabou ali o assunto. Não há como a criança manipular esse tipo de relacionamento.
Mas se o seu filho lhe pede algo e você simplesmente responde, sem saber a opinião do seu cônjuge, você está amarrando uma corda ao seu pescoço. Você vai se enforcar nela, tenha certeza disso!
Nunca, em hipótese alguma tire a autoridade do seu cônjuge. Se ele foi duro com seu filho, se você acha que ele exagerou na dose, fique quieto(a). Depois a sós, aí sim fale. Porque se você interferir na hora, estará colocando-o no mesmo nível da criança.
E muito cuidado em dar preferência a um filho sobre o outro. Mas isso é assunto para o nosso próximo encontro.

Então espero você aqui.



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